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Inovação e Estratégia: paradigmas em um cenário de crise e glamour.

Estamos vivendo sob a influência de diversos paradigmas em nosso cotidiano e muitos profissionais e organizações estão tentando se posicionar para poder superar, acompanhar ou apenas sobreviver.

Do agrícola para o industrial, do industrial para o pós-industrial, do office para o home-office, do home-office para o co-office ou coworking. Da economia baseada na acumulação de bens e capital, para uma economia baseada na colaboração e no compartilhamento, do workaholic para o slow work e pela busca do work wellness, ou como diria o italiano Domenico De Masi, o Ócio Criativo. Da falta de informação, para a informação em tempo real em abundância, que por muitas vezes requer sabedoria para filtrar dados e utilizá-los.

Tem mais, da educação na presença de um professor, onde este detinha o conhecimento, para um modelo de co-learning onde as todos podem trocar informações e adquirir novos conhecimentos, vivências e experiências, seja no modelo presencial ou virtual.

De uma internet discada, que você nem lembra mais como era e alguns mais jovens nem sabem o que significa, para uma smart city, que quando você acessa a rua seus dispositivos mobile, sem você perceber já estão “conversando” com um sinal que não depende do  cabo azul.

Tantos paradigmas e tantas inovações que os rompem criando gaps e novos paradigmas. Organizações que nascem sob estes paradigmas navegam um pouco mais confortáveis, pois sabem da liquidez pós-moderna, diferentemente de organizações mais “experientes” – entenda as aspas como um jogo de significados; e que por serem experientes ainda não conseguem se adaptar a tantas mudanças, mesmo sendo parte de algumas destas transformações.

Diante deste cenário complexo, surge a necessidade de inovar, seja para as organizações mais novas ou as mais experientes. Palavra, abordagem, modelo ou apenas mais um paradigma que cai sobre a mesa de reuniões de gestores ou nas mesas de bares, pois os somos inovadores e toda a inovação vai mudar o mundo e todo o inovador é glamuroso e gosta de um palco.

Parece-me que este novo paradigma, o da inovação da maneira que vemos pintado nos jornais, nas redes sociais e nos vídeos do YouTube parece ser algo corriqueiro, simples e ao alcance de tudo e de todos. Ao mesmo tempo em que inovar parece ser sinômino de gerar ideias e criar novos negócios, as conhecidas startups.

Se você é um inovador faça um teste: pegue a sua melhor ideia, aquela que você acha que nunca ninguém teve, que vai revolucionar o mundo e que vai deixá-lo com o banco recheado de dólares e experimente fazer uma busca no Google, ou em qualquer loja de aplicativos. Com raras exceções sua ideia já foi idealizada por alguém em outro lugar do planeta e possivelmente se já está navegando nestes cyber espaços é porque já tem alguém ganhando dinheiro ou pagando para ver o que vai dar.

Uma inovação precisa de uma estratégia. Se você faz parte de uma organização, mesmo que esta seja orientada para a inovação, toda e qualquer inovação será pautada na estratégia, no core business, ou seja, naquilo que foi consensuado pelos gestores, acionistas, investidores e etc.

Pensar em inovação sem pensar na estratégia do negócio, sem compreender a missão e a visão da organização é como colocar uma lente que lhe transformará em um daltônico.

Pegunte-se: a Apple ou a Microsoft investiriam em inovações que não estivessem relacionadas a tecnologia? A Ferrari ou a Tesla investiria em inovações que não estivesse ligadas a motores, a tecnologia automotiva, em design e no caso da Tesla em fontes de energia?

Se a pergunta for sim, que sorte, temos sempre os dois lados da moeda. Possivelmente este investimento seria em uma spinoff, ou seja, uma empresa nascida com os subsídios da empresa principal estando este claramente definidos tanto na estratégia da empresa principal, como na estratégia da empresa nascente.

Quando se fala em inovação e organizações, e pensemos que qualquer instituição pode ser considerada uma organização, independentemente da sua dimensão esta necessita e/ou possui uma estratégia, mesmo que esta não esteja explicitada  nos quadros de missão, visão e valores que decoram as paredes dos escritórios.

Uma estratégia definida e clara possibilita uma melhor utilização dos recursos para a inovação e para o aumento da vantagem competitiva do negócio, ja que a inovação visa trazer uma diferenciação junto ao mercado; e, esta diferenciação na visão da gestão gera uma vantagem superior a seus concorrentes.

Inovar por inovar e sem saber para que, é utilizar os recursos de sua organização sem um propósito definido. Inovar por que todo mundo está inovando, é estar sem rumo e possivelmente sem estratégia. Inovar por que está na moda, é como uma coleção de Giorgio Armani, que na próxima estação mudará o design, as cores, estampas e modelos; e, você não terá tantas primavera-verão ou outono-inverno para que sua equipe de pesquisa e desenvolvimento possa trabalhar, pois se não sabe onde querem chegar, o que efetivamente desenvolverão e irão pesquisar.

Inovar requer uma cultura da organização e das pessoas que atuam, não é apenas montar um espaço modelo Google e ou um CEO abaixo do nome no cartão de visita.

Estrategia, processos, pessoas competentes e criativas orientadas para resultados de forma clara faz com que um organização se torne inovadora.

Por Geraldo Campos

CEO Studio Sapienza 

Idealizador do iLAB UNISUL

Coord.  NUEMP/AGETEC UNISUL.

 

 

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